somente para registro
poesia escrita dia 05/04/2026
Houve um tempo, em que todos éramos negros
mas aí, por alguma razão, empalidecemos
decrescemos a escala de cor e de nobreza
e uma ou outra estúpida europeia realeza,
achou que seria ideal escravizar, subjugar e desmerecer o tom da pele
matar sem distinção, ignorando a nobre pigmentação
a nossa mãe veio imponente, decente, majestosa
guerreira grandiosa, que abençoou gerações
na África, primeira e relevante
aí, a falta de decência, matou pra roubar e pilhar
colocou algemas, calou milhares marcando peles
como se reles e vis fossem, reduzidos a pedaços de carne
sem conteúdo, um absurdo sem fim
até hoje isso ressoa, até hoje isso magoa
talvez não sejamos iguais, até porque
pra ser igual, teríamos de ser reis por direito
nunca por imposição, batalhando apenas pelo justo
mas veja, a que custo dominamos tudo?
Olha o absurdo em que vivemos
isso ainda ressoa, dói no peito, a lástima ecoa, corrói
o preconceito latente, cada vez mais
a necessidade de poder a todo custo, custou muito
de tantos que ficaram pelo caminho
perecendo pra que outros tantos
pudessem do outro lado do oceano chegar
carregando a genética e o pigmento
hoje, o alento é fazer o possível
pra que o que parecia impossível há tão pouco tempo
seja realidade e nossa majestade, mãe África
sob o sol volte a reinar
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