domingo, 13 de janeiro de 2013
Tempestuoso
Estou a beira do meu precipício
Titubeando entre pular e voltar atras
Tres suspiradas, fitando o ceu
Meu ceu negro, tempestuoso
Raios explodindo ao meu redor
A ventania me impelindo a voar
Nuvens estranhas, constantes
E nas entranhas a chuva caindo, incessante
O clima congelante, lascivo
E ao redor, anjos apreensivos
Temendo pela integridade
De uma alma ja dilacerada na tempestade
Rajadas violentas, batendo contra o peito
O coraçao encharcado, sangrando
Sofrendo por tantos anos, acuado
Em mudo desespero, amaldiçoado
Lagrimas entrecortando a pele
Disputando com a chuva um palmo de corpo
Um palco para toda tristeza,
De onde toda beleza ja se dissipou
Rô Olem
Devaneando
Vou plantar as sementes de Joao
Pra ver se atraio o gigante
Fazer graça e chacota, manso
E quem sabe uma torta de ovo de ganso
Vou caçar o lobo, depois o cozinho
E se nao obtiver sucesso
Entro em recesso como caçador
Roubo os doces da chapeuzinho
Vou soprar a casa dos porquinhos
Assombrar aqueles meninos
Preparar um belo churrasco
Com a carne dos três suínos
Encher a paciência , fazer escarcéu
Entrar no mercado de perucas
Vender e ganhar uma grana preta
Com as tranças da Rapunzel
Viajarei daqui a Tóquio
Atras de madeira de lei
Caso não encontre
Venderei o Pinóquio
Criarei várias distrações, atrapalharei a bruxa
Pra que ela não entregue a maçã
Nem pra Branca de Neve
E muito menos chegue perto dos sete anões.
Rô Olem
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Genética
Enquanto o mundo dorme
Fabricamos sonhos e espalhamos ao vento
Como um juramento
Somos guardiões da esperança de dias melhores
Entregamos de bom grado
O chão e o arado
E depois de tudo passado
Ainda semeamos o solo preparado
Presenteamos sentimentos
As mais diversas pessoas
Liquidificamos pensamentos
E os misturamos sem receio
E no meio disso tudo
Somos capazes de sorrir
Capatazes do mundo
Do que é bom, do porvir
Sou poeta. Somos!
Nasci com essa condição
De dar voz a alma
E fazer falar o coração!!!
Rô Olem
Insônia Poética
Em alguns momentos penso que todo poeta tem sim, um caso de amor com a madrugada...
eu tenho!
Enquanto todos dormem, fabricamos sonhos e espalhamos no vento..
...E quando os passos vão se aquietando, vamos abrindo as asas...
...voando sobre as casas, feito fiéis guardiões...
Reacendendo estrelas tristes e lapidando luas...
povoando planetas, que por eras estavam esquecidos
Trazendo vida e cor a tudo que andava envelhecido
Poetas só dormem, quando o poema boceja!
e mesmo assim, titubeando de sono
sopramos vida nos pulmões dos versos
Aramos terras inférteis e pingamos esperança e água fresca nas almas...
Trazemos na palma das mãos e na ponta dos dedos
a cura de toda tristeza, o abandono de todos os medos
E assim como anjos alados de linhas, tocamos a mais bela canção...em rimas, prosas, ou sons!
Márcia Poesia de Sá e Rô Olem
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