sábado, 22 de dezembro de 2012

E agora?



O mundo não acabou
suas contas vão vencer
você não tem amor!
Que será que vai fazer?

Feijão queimou
energia acabou
você está a deriva nesse mar
nade para não afundar!

Nenhum presente
e o passado latente
chicoteando , carrasco
pesado como um fardo cheio de ar

A vontade é de correr
mas fica só para ver
todo circo armado
e o encenado aceno falso

O peso do desprezo
que escarra na cara
e enquanto você se ludibria
o mundo gira e gira

Não, não acabou
e se algo restou
levanta e segue, através da fresta
persegue o sonho que ainda resta

E mesmo de joelhos
não implore clemência
não permita que decepem sua cabeça
respire fundo e mergulhe novamente...



Rô Olem

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Doutor "Divago"




Vai chover
vou me molhar
ando pelo mundo
vivo a vagar

E divago
sob as estrelas
um trago de sonho
e outro de cerveja

Um livro em branco
pra escrever a propria vida.
Um louco, dirão!
Escrevo a mão, um pouco a cada dia!

Nas roupas remendadas
imagina-se simplicidade
mas isso tudo sao cicatrizes
marcas da cidade

nos caminhos, tortuosos
visão da vida, virtuosa
uma viola pra tocar
enquanto o vento sopra

um maquinista de sonhos
que dorme enquanto todos correm
vive alheio, acode os normais
traga a vida em boas doses e nada mais!

Rô Olem

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Coração Sobrevivente



Quando uma flecha atirar
tenha cuidado e tenha certeza
de qual peito deseja acertar

Se alguem for atingir
Dispare certeiro, com destreza
ponha as cartas sobre a mesa 
enquanto encantadoramente sorri

Ataque sorrateiramente
crave a faca no peito
se abra verdadeiramente

Saltar em voo livre precisa coragem
amar é assim: cair sem paraquedas
no meio do caminho bater asas
e na hora de pousar acertar a paragem

Emaranhe nas teias da emoção
enlace com força para não escapar
a vida é algo serio
assim como também é o coração!



Rô Olem

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Perdas



Tanto já perdi
tanta batalha travei
me ergui, sobrevivi
e o topo alcancei

Suor e lágrimas
me fizeram, literalmente
e quando a força acabou
me arrastei mas fui até o fim!

Algumas vezes até
fui além do que podia
respondi mais do que sabia.
Me superei!Cheguei la!

Perdi tanta coisa!

Perdi o medo de perder
Perdi a tristeza no caminho
Perdi aquele sofrer
por tantas vezes estar sozinho

Perdi a conta das lágrimas que derramei,
perdi o número de flores que brotaram
perdi a noção do que me faz mal
pois perdi o interesse pela dor

Perdi o medo das surpresas
Perdi o receio pelas incertezas
Perdi o rumo e me achei
Inúmeras, diversas vezes!

O mundo girou
eu passei varias vezes pelo mesmo lugar;
apesar disso, segui em frente, mudei,
consegui, sou feliz sem pestanejar!



Rô Olem
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