sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Bobos
Somos bobos
seres ínfimos, que nada fazem
comemos, dormimos
criamos e destruímos
embalamos vidas
embalsamamos corpos
criamos telas coloridas
cremos em coloridos seres
somos tolos
criaturas que creem em qualquer coisa
acreditamos no que não existe
vemos coisas que nunca foram
devotamos fé
ao que nos acalanta
somos facilmente seduzidos
pelo que nos encanta
Não bastasse dar valor ao que vive
somos fãs do que já não é mais
criamos monumentos abstratos
veneramos o que nos traz paz
Somos bobos, idiotas
conseguimos fazer tudo errado
e mesmo assim procriar com a desculpa
de que temos que nos amar!
Rô Olem
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Rindo
Sorria,
é o que te resta
empresta esse humor
pro mundo todo sorrir
desfila toda simpatia
alegria abrindo portas
a resposta é positiva
o sorriso cativa
contágio certo
o riso infecta;sorria!
quando menos se percebe
ja é epidemia
Sorria!
Só ria!!!
Rô Olem
Viagem
Ego ecoa
magoa o sorriso sincero
arpoa no peito
falta o ar, fisgado, inquieto
Grita em frente ao espelho
liberdade, tragicomia
melancolia da multidao
solidão, sem ligação
pronto pro mundo
não suporta um segundo
sem segundas intenções
variações de humor vagabundo
Corta a pele,rasga
a dor não cabe mais
e com berros infinitos
enfrenta loucura que a solidão traz
renuncia o heroísmo
veste a roupa de algoz
devaneia, incessante
e por fim, paz!
Rô Olem
sábado, 29 de setembro de 2012
Quando a noite cai
Lentamente se fecham
encerram um ciclo
encarceram o bicho homem
que de novo vai dormir
e dentro de tudo
viaja pra longe
se revira na cama
e sonha seus dramas
duas portas que se cerram
portais pro real nao palpavel
que fazem acordar de sopetão
pesadelo, susto, alucinaçao
e dentro desse mundo
nada toca, sem limite
esbarra em tudo, mudo
as cenas mudam sem controle
sedado pelo sono
guiado pelos sonhos
moribundo, perdido
do lado de la sem sair do lugar!
Rô Olem
duas portas que se cerram
portais pro real nao palpavel
que fazem acordar de sopetão
pesadelo, susto, alucinaçao
e dentro desse mundo
nada toca, sem limite
esbarra em tudo, mudo
as cenas mudam sem controle
sedado pelo sono
guiado pelos sonhos
moribundo, perdido
do lado de la sem sair do lugar!
Rô Olem
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