terça-feira, 14 de agosto de 2012

Longe



Tempo
traga meu amor aqui
sem desculpas pra seguir
sem lágrimas no olhar

Vida
perdi a minha ao te perder
deixei partir
cadê você?

Nada mais há sem ti...

Amor
se perdeu nas sombras
não seguiu
não existem sobras

Sigo
nem sei por que
já que no fim
tudo será solidão, estranheza

Volta
temos razões para sorrir
um mundo para colorir
paixão que acende o fogo

Joga
mas não me deixa fora
todas as fichas que tenho
aposto em você!

Pensa
pensa um momento em mim
que tudo dei sem te pedir
nada em troca

Esqueça
tudo aquilo que te feriu
o que doeu, vai sarar
e vem pro meu abraço

Diga
tudo que pensa, sem pressa
e silencia todos os medos
na imensidão de um beijo sem fim...


Rô Olem


Poesia inspirada na voz do cantor Russo numa passagem de som, postada no Youtube.

Até o mundo parar




Olha ali, bem ali
no céu do teu pensamento
que eu vou desenhar
teu rosto nas nuvens

fazer carinho nesse cabelo
enrolar meus dedos
sem pressa e com jeito
pra te ninar, pra te mimar

acordar de madrugada
com o perfume do teu corpo
e te cuidar, te amar
de todo jeito, do fundo do peito
ate o sol raiar

cantar uma canção e te beijar
até as estrelas perderem o brilho
até o barulho do mundo
ir acalmando e parar

segurar tua mão de um jeito que mostre
que não foi sorte ou um acaso qualquer
espalhar flores no teu caminho
confirmar carinho, demonstrar todo amor

e essas palavras puras e simples
são pra dizer que se as letras partirem e a voz emudecer,
ainda sim será a mais bela razão pra sorrir, mesmo silencioso
e dentre tudo e todas
buscar aqui dentro, ou onde for, o teu sorriso
e seguir com essa profunda admiração!


Rô Olem


domingo, 22 de julho de 2012

Mãezinha



Mãezinha, eu sei
de tudo que me disse
e eu ouvia nas noites escuras
guardei e trago comigo

Sabe, hoje lembro bem
e tudo faz sentido
a vida é guerra pra alguns
mesmo sem ter inimigos

Mãezinha, guardo teu abraço
o carinho pra suprir a fome
teu colo acalentava
e eu ninava nos braços da noite

Nada conquistei
neste chão rajado
rostos trincados
solo e pele secos e castigados
água tinha preço de ouro

Mãezinha, não sou letrado
não tive forças pra isso
fui levado a não crer
e nem fé consequi ter

Toda vez que penso na fé
a barriga dói e a dor encobre tudo
é uma prece muda;
e emudecido, me alimento do vazio

Mãezinha, se pudesse
minha vida nem teria
daria a sanidade por um pão
e pra que nesse pedaço de chão
chovesse mais do que minhas lágrimas!



Rô Olem

domingo, 24 de junho de 2012

Livro Experiência - Quebrando o Código 2

CAPÍTULO 1 - PARTE 1

Era final de julho quando nasci.
Inverno, frio, cinzento.
Ruas chuvosas, pessoas retraídas, guarda chuva na mão.
Ruas sempre molhadas, refletindo a luz dos semáforos nas noites geladas.
Alguns poucos corajosos andando  pra cima e pra baixo, vestindo roupas pesadas e buscando algum estabelecimento aberto,aquecido e com vida.
Carros cruzavam lentamente, de vidros fechados, evitando os pedintes que perambulavam com pouca roupa e extrema tristeza.

Minha mãe nunca foi mulher de extremos sorrisos ou grandes alegrias, até o dia que ficou sabendo que estava grávida.Deste dia em diante, parecia que outra mulher havia aflorado nela.
Talvez este fosse seu grande sonho: formar uma família.
Uma mulher de personalidade forte, chamada Ana, de longos cabelos castanhos ondulados, olhos cor de mel.Meu pai soube muito bem escolher sua companheira!
Ele não tinha um porte físico avantajado mas sabia muito bem se virar com sua inteligência.Era um homem de 1,70m, também de cabelos castanhos, olhos de mesma cor e um eterno curioso, sempre buscando a razão das coisas.Chamava-se Miguel.
Dele herdei a curiosidade infinita que possuía.

Nasci pequenino e abaixo do peso.
Os médicos pelos quais passei sempre sentenciaram que não seria um gênio, muito menos um adulto com capacidades mentais elevadas.De certa forma, se enganaram!E eu lembrei de todos no momento apropriado...

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