segunda-feira, 23 de abril de 2012

Parabéns!!!

Eu tinha percebido que o blog faria aniversário este mês, porém, esqueci completamente da data ( dia 15/04/11 foi a primeira poesia postada)...
De qualquer forma, o mês é este mesmo então, ainda vale falar sobre isso.
Primeiro, quero agradecer a quem me incentivou a postar o que escrevo para o mundo todo ver.
Segundo, eu não esperava ter um retorno tão bacana nestes primeiros 12 meses de vida.São mais de 50mil vistas únicas!!! É bastante emocionante constatar que alguns versos, que escrevo sem muita pretensão estão percorrendo o mundo e se espalhando por aí...
Cada verso é uma semente que lanço.Se eles florescerem dentro de quem lê, ótimo! Se não vingarem, é um bom sinal também pois me mostra que devo melhorar.
Obrigado, de coração, alma e versos por todos que me prestigiam!
E que os próximos anos e os próximos versos e pensamentos sejam sempre melhores!
Um enorme abraço em cada um!!!



Rô Olem

sábado, 21 de abril de 2012

Alma




Infinita que é...se aquece com um sorriso, alma marota, vida sem fim...
alma danada, que com uma lagrima afaga a pele e clama a presença dos querubins
alma sem cor, alma sem raça...igual, sem igual!
Emotiva alma, afetiva...presente e presença viva no silencio ou na saudade
Alma que brilha, reluz os raios do sol e as fagulhas de estrela que habitam nela...
Alma, sem fim, enfim, alma!

sábado, 31 de março de 2012

Indomável



Amor é fera que não se doma
por mais grossa que seja a redoma
em fúria, o vidro se quebra

E partindo, corre desesperado
ruma desvairado parecendo sem paragem
mas é tudo programado;
Segue sempre de encontro ao ser amado!

O amor se fere, atormentado
pois é criança querendo colo
tropeça nos próprios pés
e rola a escadaria do amor, desconsolado

No abraço sossega
e se o ciúme chega escondido
explode em brados, possessivo
pra depois se desculpar, exagerado

Amor é mar de altas ondas
maresia que puxa  e repuxa
alagamento de coração
navegação sem bussola, alem das sensações!

Amor é bicho, mas é homem também
é inato, resiste, persiste
pede arrego, beira a morte
vive a própria sorte
e renasce como fênix
como se voltasse do além!



Rô Olem

quinta-feira, 29 de março de 2012

Gildo, o Camaleão



Gildo era o típico tranquilo
vivia na mata, sem grilo
passeando pela vizinhança
enchia mais e mais, sua multicolorida pança

Os macacos albinos,
os mais inteligentes da floresta
viviam de zombaria
com todos outros animais, todo dia

Não havia sossego
com a juba do rei leão
eram gozações infinitas
que iam bem além do limite,
inclusive com o camaleão

As formigas, pelo bumbum avantajado,
o golfinho porque não gostavam do seu nado
as abelhas porque só vestiam roupa rajada
e o elefante porque não descia escadas

Os animais protestavam, ja estavam fartos
invadiram a casa dos zombeteiros
e com gritos e sopapos
tentaram através da força, calar os macacos

Gildo foi o único a ficar distante, calado
apenas observando com resignação
era contra a violência e a raiva
e sabia que brigar não era a solução

Os animais nunca entenderam a razão
pela qual Gildo era o mais zombado
e durante as agressões
tiraram a limpo a questão

Descobriram que, sendo brancos
os macacos zombavam tudo que era diferente
e o mais diferente era o camaleão
porque não definiam sua coloração

Isso causou indignação e revolta
Gildo foi chegando perto do batente da porta
e em alto tom de voz declarou:

- Pobres branquelos, que pavor!
Só sabem manter-se em desrespeito
não percebem que para o coração dentro do peito
e para a alma não existe cor!




Rô Olem
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