segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rios desembocam no mar



Um barco,dois remos
duas vidas e dois rumos
olhares em silencio,
pranto depois da margem

Partir ou ficar
apenas decisões,apenas vida
águas que fluem nesse rio
desvios e ilhas que se formam

Tomei direção
peguei o leme e rumei
naveguei nos afluentes da emoção
sem medo,esqueci a razão

E no peito pulsando
coração latente como uma queda d'água
minhas predileções flutuando
e outros barcos rumando tambem

Mergulho cheio de fôlego,
aprecio a jornada,
muito profundo,busco na escuridão
volto sem carregar nada(estou à passeio)

À deriva,por toda uma vida
muita gente se encontra e se perde
alguns são resgatados
mesmo sem saber que rumo tomar

Então,sozinho
salto da plataforma mais alta,perfeito!
nado com peixes,golfinhos
e rumo mar adentro.



Rô Olem

Rimas e Sorrisos - Parceria



Vamos agora brincar
uma brincadeira divertida
rimando vamos jogar
e voce vera como é bela a vida!

Vamos rimar os sons
que vem das letras
numa fonética de tons
esvoaçantes como borboletas

Virar a madrugada do avesso
O dia amanhecendo na conversa
No ritmo quente e travesso
De quem sabe o que é vice-versa

Vai,atravessa o compasso!
Muda o acorde,desperta
Brinca de forma certa
Acerta o ponteiro e muda o passo.

Traduz teus sentimentos
Com graça e desenvoltura
Deixa fluir o amor e a doçura
Em rimas e transbordamentos

Dança e balança
Entra na roda,se aventura
transforma o menor verso
na mais divertida gostosura!

Rô Olem e Anorkinda 

Menino



Menino levado
que com a lua se espanta,
passeia pelas nuvens
e da noite se encanta;

Dos mistérios do luar
ele nada sabe,
mas viaja em seu mundo
com propriedade de adulto.

No peito seus sonhos,
na cabeça molecagem,
como é bom ser menino
e fazer traquinagem.

Voa entre as estrelas,
que param para vê-lo,
de braços abertos em seu pijama de listras,
voa sem deixar pistas.

Ele olha sua sombra
e se assusta sem fim:
"- Como posso tão pequeno,ficar gigante assim?"


Rô Olem

Menina do sertão


Sob o sol escaldante,
a menina brinca,
sem ao menos perceber,
no solo as trincas......

O tempo passa,
ela se diverte em meio as rachaduras;
assim nem percebe
o quanto sua vida é dura.....

No sorriso traz esperança,
no coração a leveza,
leveza de criança
em meio a dura natureza....

Transforma a paisagem,
com a imaginaçao elevada,
apesar da estiagem,
vai à cisterna buscar agua.....

A dureza do sertão
só nao é maior que a dureza humana,
sua mae trabalha duro,
labuta todo dia no corte da cana....

Talvez houvessem formas de fugir desse mundo,dessa vida;
apesar das dificuldades e da possivel fome,
em sua casa de barro
ela sempre tem guarida....

Menina sonha com chuva,
pois a seca castiga demais,
a agua muda a vida,
a seca tira a paz.....

E assim a vida segue,
apesar das tristezas,
o mundo se põe a girar para alegria de alguns,
enquanto outros só veem agua quando fazem chorar!


Rô Olem
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