sexta-feira, 27 de maio de 2011

Revolução?




A pegou sua arma e partiu
B ficou com medo e fugiu
C todo corajoso vestiu a armadura
D não tava nem aí comendo rapadura
E saiu pra passear
F estava tão tranquilo que foi pescar
G roía as unhas de preocupação
H não via saída pra nação
I sumiu depois de exilado
J ficou completamente desnorteado
K riu,pois pensou que fosse brincadeira
L nunca deu crédito e acabou na fogueira
M sabia que não podia ficar parado e esperar
N decidiu que com os estudantes ia protestar
O nunca soube o que aconteceu
P contou o que houve,para os filhos seus
Q trabalhava todo dia sem nada notar
R estava la fora a lamentar
S passeou várias vezes de viatura
T ficou no hospital algumas vezes,cheio de fraturas
U pelo seu filho que sumiu,lamentava
V apesar de tudo,não acreditava
W ia e voltava para os festivais
X já não aguentava mais
Y ficou feliz com a resolução
Z se pergunta: ditadura ou revolução?

Rô Olem

Me leve, leve



Me desperte somente
quando sua mente
deixar de te pregar peças
Me leve,leve como a pluma
que viaja solta
que viaja e,
simplesmente viaja.
Minha casa é o chão que piso
desculpe se provoco riso
falando essas palavras.
Mas alem do mais
é tudo que tenho
é de onde venho.
Me liberto do que me prende
quem se liberta,aprenda
com certeza nao se arrepende!
Tudo pode ruir
mas eu vou seguir
pq tenho convicçao
de que a emoçao eh meu guia
e atraves da alegria eu chego a algum lugar
Meu lar?
Eh o ceu,a praça,o morro e o mar!
Minha casa sou eu!
Meu destino eh o seu
somos partes do todo
se eu afundo,junto comigo vc vai pro lodo.
Eh isso que quer ter?
Afundar,mentir,julgar
pra que?
O que temos enfim
somos nós
eu a voce
e voce a mim!

Masmorra



Aqui é onde passou meus dias
comida paçoquenta
paredes frias
e só o sol pra me fazer companhia

Fui preso por não sei quem
e muito menos sei porque
alguns soldados me deixaram aqui
e aqui estou para apodrecer

O máximo que faço
é observar gaivotas nas correntes
a masmorra é o inferno
mas é melhor que o fosso de serpentes

O que me diverte é ouvir as ondas
batendo no rochedo
Parecem zombar de mim
se espatifam rindo de meus medos

E temeroso continuo
no absurdo contínuo, sem salvação
do abismo que se forma diante dos olhos
quando a noite chega
e traz a escuridão...

Margarida



Margarida
despedaçada
por seu amor abandonada

chorou de amargura
por essa dor sem cura
sofreu calada

O Lírio a deixou
disse que o amor acabara
e assim,foi-se embora

Margarida lamentava
cada dia mais entristecia
ao olhar o jardim
sem seu amor que não havia

E assim foi murchando
como um predio em chamas,desabando
pobre flor mulher
ja não sabia mais
o que era bem me quer!


Rô Olem
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