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terça-feira, 10 de maio de 2011

Do que um poeta é feito?



De devaneio lúcido vive um poeta
e de tudo mais que lhe apetece
traz e soma tudo que lhe aquece
e o que enternece é o deslumbre de quem lê

Poeta se desdobra em vários
suspiros,amores,canários
cenários que ele pinta sem usar qualquer tinta.
Poeta pinta com a cor do amor.

E nessa linguagem infindavel da paixão
faz florescer uma flor,um pensamento
transforma uma vida em unico momento
em que o tempo pára para aplaudir sua criação

Poeta rima e canta sua sina sem reclamar
proseia seriamente sem se preocupar
afinal ser poeta é fazer uma cançao
que mesmo em silencio sabe se destacar

Sem rodeios ou demagogias
criamos a vida,vestimos fantasias
e damos luz aos momentos de escuridão
que a vida insiste em fazer acontecer

De devaneios lúcidos o poeta vive.
Vive das infancias que não teve,mas imagina
borda e faz acontecer o ano.
No sertão retira o sol e faz chover oceano...

De uma paixão sem cura o poeta cresce
fortalece sua fé nas preces em forma de rima
e mergulha sem medo
revelando ao mundo seus segredos

De devaneio lúcido e lúdico vivemos
fazemos,acontecemos e renascemos
letra após letra,dia após dia
Simplesmente simples.....de devaneios somos feitos!


Rô Olem

Divino amor de Deus



Foi assim,
num silêncio profundo
que você ganhou o mundo
e mostrou tua doce face.

Com teu toque,chega sem avisar
e toma conta de tudo,
se apresenta em várias formas
em vários lugares ao memo tempo.

Em um segundo
percorre o todo
e o preenche
transmuta a escuridão em luz.

Simples e calmo,
sábio e sereno,
completa as noites,
aviva os dias...

Talvez até seja o todo
e,no fundo,até sejamos nós
quem pensamos que precisamos
ser preenchidos as vezes...

És o todo,és o mundo
és minuto e segundo
amor profundo,amores meus
amores teus,divino amor de Deus!


Rô Olem

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pé com pé



Podia eu te dizer tanto
papéis,cartas,poemas
precisamente o que você quer ouvir
pra te fazer sorrir talvez
procurando o melhor
pelejando com a vida
por caminhos que nem sei onde vão as vezes
postais não tenho intenção de enviar
pois são retratos de onde não estive
politicamente "incorreto" posso soar as vezes
particularmente,não importa
prefiro seguir na leveza que a vida tem
perfeita que é,da forma que é
possível é ser feliz,em cada momento
pois basta querer e fazer acontecer
partindo do princípio de igualdade
preconceito é coisa ultrapassada
pé com pé,bailamos em todos cenários
praças,pistas de dança
postes de luz,iluminam nossas ruas
porém,dentro do coração,só luz irradia
pureza,doçura e alegria!



Rô Olem

Pela janela




Pela janela vejo a vida,vejo teus pés
vejo bocas num bla-bla-bla sem fim.
Pela janela vejo sonhos,vejo verbos
homens e mulheres todo dia.

Pela janela vejo chuva e árvores
máquinas,vidros e arranha-céus.
Pela janela vejo fogo,fumaça
operários,formigas,raças,cores e religiões.

Pela janela vejo carros e sons
poses , políticos,dedos entrelaçados
braços cruzados,emaranhados e fios.

Pela janela vejo dia e noite
inverno,verão,medos,
cruzes,igrejas e tentação.
Pela janela vejo pedras e espinhos
pontes,caminhos,flores e rostos.

Pela janela vejo melodias perdidas
donzelas arrependidas,folhas caídas
anjos,borboletas e velhos poliglotas.

Pela janela vejo outdoors, luminosos
luzes,faróis,armas,
porcos,aviões e aeroportos.

Pela janela,em minha velha cadeira
vejo meu fim se aproximar
com meus cabelos maltratados
e na boca um cigarro fedorento a tragar.

Pela janela,agora,nada mais posso ver
a não ser um cheiro de solidão e fim
enquanto subo para ver
quem chama por mim.

Rô Olem

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Passo a passo




Pisei em falso,caí
mais uma vez ergui.
Não desisto nem no fim com o apito.

Edifico,derrubam,planejo,destroem
minha força é maior
e nem o maior me fará pequeno.

Muitos obstáculos,tantos tentáculos prenderam;
fugi,venci ( outra vez )
minha vez de gritar,expandir horizontes
soltar o ar.

Não sou escravo,sou valente
falem o que quiser,inventam,mintam
mas depois sintam a fúria.

Incerteza tive,porém a vida se vive
cada dia aprendo,render não rendo
cresço e fortaleço,todo dia amanheço melhor.

Te juro,o muro é pouco e pequeno;
o caso é que tudo que quebra eu conserto
com tanto idiota incerto.

Pra quem vê sempre problema
Não sonhem,não acreditem!
Bajuladores,doutores em extinção
querem ver sempre pequenos
todo e qualquer homem e nação?

Rô Olem

Devaneio




É amor e não é real,é o bem,mas só faz mal
paradoxo de pensamento,utopia de uma vida
tudo vai tão rápido e volta tão lento
como uma lesma ferida.

Sorrindo perdi a felicidade;
sonhei existir a cidade que seria minha
onde pudesse usar coroa,morrer e viver de tudo
ficar chorando numa boa,esse seria meu mundo!

Onde houver certeza,que levem cerveja
pra se fazer festa e os doidos a bater testa
atestam que tudo vivido pode ter algum sentido
dependendo do ângulo que o retrato for batido.

A inteligência é muito estranha;olhe como tece a teia a aranha
nada vai achar;também entenderá um dia
que uma vida de alegria muito ultrapassada ficará pra tras
passando a todos e enganando o tempo com energia.

O fim é cruel,iminente e inevitável
você já reparou e se preparou pro real?
Em todo fim que se preze
tem e terá um ponto final.

De que são feitas as nuvens?



Andei pensando e pensando vi
que desde guri
sonhadores somos;
mas antes,o que fomos?

Do que os sonhos são feitos?

Por que o algodão doce
do céu da infância
hoje,se transformou em água?

Precipitação,chuva.....
Olha só,a natureza também se precipita!
Nós erramos,precipitados que somos
sempre na ãnsia de chegar mais rápido.

Aliás,mais rápido pra que mesmo?

Tudo acontece tão certo.
O tempo,esse é meu amigo
e jamais estive em perigo
quando cavalguei em seu espaço.

Nó forte,laço,traço...
Vestígios que deixamos em nós,nos outros
divagando solto na vastidão de nosso tempo.

E o silêncio,o que seria?
Um balde de água fria numa relação?
Despedida e união...

Meus olhos já não te vêem mais como antes.
Está ruindo tudo que me aprisionava...
De você me aproximo e jamais reprimo sentimento.
O sentimento de amar
acima e além de toda maldade.

Te amo como amo a mim!

Pro que é bom não há rédeas,não há regras.
Sou livre no espaço que me cabe.
Qual seria esse espaço,senão a interminável infinitude da alma?

Meu mundo,seu mundo
são apenas um
mundo em comum,incomum
raro,belo e profundo!

Meu mundo!
Seu mundo!

Em um segundo se renova,se desdobra
entra na dança.
Quanto às nuvens : sim!
As nuvens são de algodão doce,minha eterna criança!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pássaros a voar - Parceria




Pássaros em céu nublado
ou em céu bem azulado
são sempre um encantar

Pássaros de asas imponentes
Me fazem realmente acreditar
que ser livre como o vento
é perfeito como amar

Grandiosos em voo pleno
me transportam ao sereno
e plácido meditar

Sem indagar nada nessa vida
eles simplesmente são o que são
voam,circulam e planam sem parar
como se fossem parte do ar

Me enlevo na melodia
de sua afinada cantoria
e me ponho a sonhar

Multicoloridos pássaros a voar
Batem suas asas sem se preocupar
Liberdade pra viver e ver
Até onde a vista la do alto consegue enxergar


Anorkinda e Rô Olem

De amor não sei falar!



De amor não sei falar,
sei no máximo sentir
e esconder o que sinto
por debaixo da pele

De amor não sei falar
pois tudo que digo soa vago
ganho colo e afago
e mesmo assim estou perdido

De amor,pouco sei sentir
só o que faço é sucumbir
aos desejos de uma mente insana
terminando sempre numa cama

De amor não falo
pois se abro me firo
portanto me calo
e com tanto martírio piro

De amor não sei falar
pois mesmo que quisesse
não sei o que é.
O que o amor esta se tornando?

De amor pensei saber
mas vivo sem razão
hoje uso a lógica
não mais o coração.


Rô Olem

Das flores que plantei



Das flores que plantei
e com cuidado fiquei a vigiar
jamais em meus devaneios imaginei
que um jardim iriam formar

Brilhantes flores
cheias de odores,
para os insetos grandiosos sabores
cores e mais cores!

Um jardim feito assim,sem pretensão
Grandiosa emoção,
emoção que entra através dos olhos
e faz vibrar o coração

E vibrando de comoção
olhando isso tudo chorei
regando sem pressa,
os jardins que plantei

Um,o jardim de flores
o outro,das sensações!
Crescem juntos,e imprimem sons mesmo sem voz
embelezando com paixão a todos nós!


Rô Olem

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pássaro solto



Pássaro solto
abre as asas e vai
deixa a casa de seu pai
na emoção de um primeiro vôo

Solto como o próprio vento
vive seus momentos de encantamento
e vê o mundo com olhos de vislumbre
sente vários perfumes na liberdade do ar

Vai pássaro
vai solto a voar
por onde tantos sonham
mas só tu consegue
voa livre,voa alto
onde a maldade não consegue alcançar

Voa pássaro
assim como voam pensamentos
voa sim,
voa,voa
me comove com tua alegria e perfeição
e faz mais pleno e feliz meu coração!



Rô Olem

Passarada




Passa passarada
passa sobre a calçada
passa um,passa ninhada
passa,passa,passarada!

bate asas bem ligeiro
segue o bando bem faceiro
bate asas em debandada
voa,voa passarada!

Que bagunça faz a gangue do pio
grita forte a molecada
no fim da tarde,sentados nos fios
canta,canta passarada!

Quando o sol vai indo
e a lua vem surgindo iluminada
eles se aconchegam nos ninhos
dorme,dorme passarada!




Rô Olem

Da Silva como tantos




La vai José,nao conhece Pelé
vida simples e sofrida
vida malvada levou seu pai
excesso de alcool,bebida.

Levanta cinco horas,vai pro farol
vender chocolate,tres por Real
pés descalços no jogo de bola
uniforme ganhou da escola.

Mae lava roupa pro sustento
no café tem pão com leite
curioso,mas todo dia tem.
Ele tem dois irmãos: Maria e João.

José rala,chega as nove em casa
Tem surpresa: tenis usado
que a mae achou largado.

Pros irmaos,sanduiche de mortadela
Fiado pro mes que vem
no bar do Joaquim.

Dia de chuva eh um problema
a casa eh de tijolo sem reboco
tem goteira e medo
de que casas la de cima desabem sobre a sua.

Passada a chuva,raio e trovão
medo se foi...
La vai de novo pro farol!

Hoje o dia foi diferente
José nao voltou
sua mãe chorou.

Perdeu com bala perdida,tragedia!
Capa de jornal?
Que nada!
Só uma nota na pagina policial.

Contam que ele voltou
com asinha e todo pleno
sua mae em melhor situaçao
junto de seus irmãos,viu seu aceno.

Com lagrimas nos olhos,
percebeu que José trabalhador
que ela sonhava doutor advogado
tinha se tornado coisa melhor
agora era um anjo abençoado!!


Rô Olem

terça-feira, 3 de maio de 2011

Convite para Dança - Parceria



Eu acostumada ao palco, dançarina
sentada a um canto do salão
entre mesas e pares bailando
reparei num moço que rindo, estendia sua mão

Olhava pra todas as meninas
entre tímido e brincalhão
e de maneira genuína
oferecia-se pra fazer uma conjunção

Tímida, arrisquei aproximar, discreta
dirigindo à orquestra, pedi: fascinação.
- Eis-me aqui, caro poeta
aguardando seu versejar

Nesta dança vou meio sem jeito
pois de dança pouco sei
prefiro bailar nas batidas do peito
pois em assuntos do coração sou rei

O salão tem muito espaço,é imenso
nele,alegrias e tormentos caberão
mas com total e imensa certeza
o que marcará mais é nosso coração

Grato fico pela honra na parceria
afinal,não é todo dia que se tem o prazer
de com uma grande poetisa escrever!
Isso me enche de alegria!
Mas quem agradece mais,é a poesia!


Amélia de Morais e Rô Olem

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ouço



Ouço em cada bater de asas das borboletas,
no silêncio sinuoso do rio,
no vôo livre do pássaro,
nas curvas que uma árvore faz buscando o céu.

Ouço a cada batida do coração
em cada acorde de uma canção
e ate na alegria desafinada
de um cantor de chuveiro.

Ouço pela manhã
no dia trinta e no dia primeiro
ouço em você,ouço em mim
ouço assim.

Ouço quando grito e quando calo,
ouço no estampido e no estalo
ouço até sem ouvir
ouço ao sentir.

Ouço quando descalço
no frio,no calor e na sinuosidade
ouço na saudade e na chegada
ouço na rua e na calçada.

Ouço no latido,no gemido
e até no som inaudível de um desaparecido
ouço no crescer silencioso das flores
ouço quando olho as cores,quando sinto amores.

Ouço porque é simples e grandioso
ouço pq apesar de minha audição limitada
ao coração nada passa desapercebido
simplesmente ouço.

Ouço quando abro os braços
e a paz me abraça
Ouço na contemplação,
na escuridão e na claridade.

Ouço nos passos,ouço no espaço
ouço olhando nos olhos
no canto grandioso de um pássaro
e no sopro do vento.

Ouço quando vejo você
ouço quando deixo crescer
ouço no entardecer.

Ouço porque sinto,muito mais do que som
muito além da palavra dita e do ruído provocado
ouço porque estás do meu lado
ao meu redor,dentro de mim.

Ouço porque somos assim,
carne,alma,eu, você,
todos únicos e variados,
ouço-TE porque és DEUS!



Rô Olem

Canção da vida



Silencioso,
assim me apresento,
sem ruído ou alvoroço,devagar,
eu vou crescendo.

De palavras faço meu caminho
e assim me envolvo,
de letra em letra alimento a alma
e cada dia me renovo!

Que é sabedoria então,
se sábio é aquele
que ouve o próprio coração?

De meio a meio
os inteiros se fazem,
de par em par as vidas nascem!

Esqueças as divisões e barreiras,
sonhe com a mudança,
entre na dança e baile!

A canção da vida é bela,
preste atenção ao escutar
pode vir no bater de asas de um beija-flor
ou simplesmente no teu coração a pulsar!


Rô Olem

Caminhando e contemplando



Que posso fazer
se nasci pra crescer?
Admirar o que é inventado,
duvidar do comprovado
e acreditar no que nem vi!
Aplaudo e saúdo a sadia loucura
essa gostosura que é se aventurar
pelos caminhos do vento
esquecer o tempo que é mera convenção
e ser plenamente irresponsável
pelas coisas que nem fiz!
Sim
uma incógnita
e uma resposta
andam sempre juntas.
Junte-se a mim,
nesse caminho sem fim
mas com facilidades e felicidades!
Me esbaldo com respaldo
de muitos que me olham de longe
e os que me acompanham de perto
desde sempre,desde o ventre.
Caminhando,cantando,contando e contemplando
a imensidão que abrange a sabedoria divina
infinita menina que nos traz tudo que precisamos.
Se sou sonhador,tudo bem,
ja perdi a pressa
e aquela vontade ansiosa de tudo pra ontem.
Hoje nem sei quem fui
e se vou adiante,é porque acredito,
acredito sim
no poder que tenho,na solidez de minha fé
e na interminável beleza do infinito!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Os quatro cavaleiros



Nossa história é um tanto estranha
nos conhecemos por acaso,
quando éramos cavaleiros da guarda
em uma missão próxima à Espanha;

Joniel é o mais valente
empunha uma espada como ninguem
só mata se atacado for,em defesa
mas ja matou bem mais de cem!

Pierre é o cérebro do quarteto
se uma manobra precisa ser feita
ele pensa,pensa e o ataque
da melhor forma se arquiteta!

Arion é o mais veloz
consegue ser imperceptível e certeiro
quando ataca o inimigo é sempre o primeiro
a acertar o maldoso algoz.

Se for pra rir,temos o Chalaça
o atrapalhado colega muito forte
tem sempre junto de si uma garrafa de cachaça
sua lealdade é a nossa sorte!

E assim,batalhadores que somos
enfrentamos os guerreiros
dos mais variados e distantes reinos
nesta vida incerta de nômade
fazemos nosso caminho
com valentia e muita sorte
Lutamos por nossos escusos ideais
Sempre procurando evitar a morte!



Rô Olem

Cada ponta do Ipsilon



Não crie ilusões
pensando ter pouca fé
prove pecados doces e amargos
seja bem quem você é

Que a esperança não morra
que o tempo não corra
que viva intensamente sua vida
até o final ela será sua companheira

Talvez ainda te veja
quem sabe numa brincadeira
num feriado de quarta-feira
descendo doido alguma ladeira

Mantenha a inocência
conserve sua decência
não se entregue,não se encolha
e a cada bifurcação da vida,faça sua escolha

Deixe a chuva molhar
as flores do jardim
nesta vasta vida há muito mais
que grama e cães em nossos quintais

Abra os braços e comece a sonhar
o chão é apenas uma parte
existem tantas coisas além
em nossos corações sempre haverá alguém

Não faça como aqueles que param e ficam à toa
esperando que tudo que ficou pra trás as alcance
andamos pro fim,encaramos a garoa
mas,e daí?

Viver não é só esperar
a temerosa morte chegar

Deixe as árvores jogarem folhas ao chão
deixe o barulho para a multidão
guarde o amor para o coração
nunca se abale diante do não

Tente aceitar quem você é pois é o melhor sendo você
Não somos eternos,nosso gestos nos fazem assim
Desculpe perguntar,mas o que houve entre nós
foi o começo ou o fim?


Rô Olem

"Bença" Pai



"Bença" pai
meu destino ainda não sei qual é
vou cheio de entusismo,vou com fé

"Bença" pai
a mala ta pronta na varanda
é assim que a vida anda
nesse mundo de incertezas

"Bença" pai
vou levando tudo que me ensinou
e apesar de não ser doutor
tenho diploma em espalhar amor

"Bença" pai
que me acompanhe sempre
pois desde o ventre da mãe
o senhor me valorizava

"Bença" pai
sei que a vida pra alguns é ingrata
mas sei também que o que temos no peito
vale muito mais do que ouro ou prata

"Bença"...
me abençoe esteja onde estiver
pois um filho,independente de onde vai
é com certeza um filho abençoado por seu pai!


Rô Olem
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